Meio&Mensagem

O lento caminho rumo à velocidade

5G, em compasso de espera pelo leilão, que pode ocorrer em outubro, gerará o maior investimento da história das telecomunicações do Brasil

Thaís Monteiro

A quinta geração (5G) de telefonia móvel deve ampliar de vez a inclusão digital e ser um elemento importante para transações business-to-business (B2B). Ainda que a tecnologia não chegue a todo o território nacional, deverá impulsionar o atual padrão (4G) onde, atualmente, não há essa cobertura. O Brasil está atrasado: as redes 5G se tornaram comerciais há mais de dois anos quando, em abril de 2019, a Coreia do Sul lançou o primeiro serviço baseado no padrão. No mundo, 65 países já lançaram redes 5G, com cobertura em mais de 1,7 mil cidades. E, durante o Mobile World Congress (MWC) deste ano, fabricantes e teles já iniciaram os debates da sexta geração móvel (6G), com previsões de lançamentos entre 2028 e 2030. Também no MWC, o relatório de economia móvel global de inteligência da GSMA 2021 (a GSMA é a entidade que organiza o MWC) prevê que, até o final deste ano, as redes 5G cobrirão um quinto da população global e gerarão US$ 700 bilhões adicionais em receita anual para a indústria das telecomunicações até 2030.

O atraso brasileiro é consequência da avaliação de questões técnicas (pelo Tribunal de Contas da União – TCU) e pelas políticas do governo federal, que envolvem até um lobby liderado pelo governo norte-americano contra a principal fornecedora de equipamentos 5G do mundo, a chinesa Huawei. No caso brasileiro, para que a Huawei forneça a infraestrutura futura dessa rede, o edital prevê a construção de rede privativa para o governo. Em agosto, o TCU aprovou o edital da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para a possível realização do leilão do 5G em outubro (com previsão de lançamentos comerciais em julho do ano que vem). A partir de 30 a 40 dias após a publicação do edital, serão realizadas as sessões públicas para a abertura das propostas de preços para a licitação de autorizações de uso de frequências nas faixas de 700 MHz, 2,3 GHz, 3,5 GHz e 26 GHz. Nas sessões públicas, serão determinados os vencedores de cada lote. A Anatel espera que o processo seja bem-sucedido em seu propósito de ampliar a quantidade de espectro disponível ao setor para a prestação de serviços de telecomunicações, em especial de banda larga móvel, e de viabilizar a cobertura, com tecnologia 4G ou superior, da maior parte das localidades do Brasil. Essas faixas representam o maior espectro ofertado pela agência.

A principal expectativa da Anatel é que, nos próximos anos toda a população brasileira tenha acesso a serviços de banda larga e que as prestadoras tenham condições de expandir esses serviços, tanto em termos de qualidade e robustez das redes de telecomunicações quanto em novos modelos de negócios a serem ofertados. O que já tem acontecido mesmo com as atuais redes (leia mais no box à pág. 32).

Entre as funcionalidades previstas para a quinta geração, está o “network slicing”, ou “fatiamento da rede”, onde as características da rede poderão ser adaptadas de acordo com a necessidade. Enquanto vídeos de alta resolução, como 4K, podem demandar larguras de banda extremamente altas, aplicações como carros autônomos ou cirurgias assistidas demandarão latências extremamente baixas. Apesar de já existirem diversas aplicações IoT disponíveis no mercado, a tecnologia 5G promete massificar e diversificar esse tipo de aplicação, especialmente para a indústria e operações agrícolas, nas quais será viável maior automatização e utilização mais eficiente de sensores e outros instrumentos de monitoramento (de plantações, rebanhos etc.).

Ao adquirir uma das faixas, as operadoras devem cumprir obrigações, como investir na cobertura 4G nos municípios brasileiros que ainda não têm essa tecnologia, trabalhar na implantação de fibra óptica nas localidades que ainda não dispõem dessa infraestrutura e instalar estações 5G em todos os municípios do País (para aquelas que vencerem lotes da faixa 3,5 GHz). Algumas dessas obrigações devem ser cumpridas já em 2022, enquanto outras têm prazo maior (até 2029). O leilão será a maior licitação de telecomunicações da história do País. O valor líquido de todas as faixas que serão leiloadas —700 MHz, 2,3 GHz, 3,5 GHz e 26 GHZ — é estimado em R$ 45,759 bilhões, e o valor dos compromissos, em mais R$ 37,079 bilhões. Ou seja, as teles terão que investir mais de R$ 82 bilhões até julho de 2027 (cinco anos após a entrada em operação comercial, se os prazos atuais forem mantidos).

Avanços tecnológicos

O fato é que o 5G deve avançar na concretização de projetos atrelados à internet das coisas (IoT) e machine learning, melhorar a qualidade de transmissões, além de tornar mais fácil e eficiente a gestão dos recursos de rede. Com a latência baixa, será possível avançar no modelo de carros autônomos e cirurgias assistidas, por exemplo.

Embora estejam atreladas aos prazos do edital, há muito tempo as teles têm preparado suas estratégias para 5G. As três maiores operadoras (Vivo, Claro e TIM) participarão do leilão e têm como foco principal arrematar lotes da faixa de 3,5 GHz (indicada pela Anatel como faixa pioneira do 5G, que requer menos investimentos; em oposição, a faixa de 26 GHz é que precisa de mais investimentos), afirma o presidente da consultoria Teleco, Eduardo Tude. “A TIM declarou não ter interesse na faixa de 2,3 GHz. As faixas de 700 MHz e 3,5 GHz podem ter novos pretendentes entre as prestadoras regionais, como a Brisanet, ou empresas de infraestrutura, como a Highline”, diz Tude. O interesse maior está nas faixas com maior retorno comercial, ressalta o sócio da consultoria VIA\W, Nelson Reis, motivo pelo qual as pequenas e médias operadoras de nicho poderão se aproveitar de parte do espectro.

A partir do momento em que forem designados os lotes, as operadoras deverão adquirir equipamentos, instalar infraestruturas, realizar acordos de compartilhamentos e desenvolver novas linhas de negócios, entre outras atividades, conforme prevê a Anatel. Em entrevistas concedidas a Meio & Mensagem, tanto o presidente da Vivo, Christian Gebara, quanto o da TIM, Pietro Labriola, afirmaram esperar que o leilão não tenha viés arrecadatório (frequências mais caras), e sim o de permitir investimentos capazes de transformar o Brasil em país digital de fato.

Na Claro, entre as expectativas com o 5G, estão as experiências de interação distintas, ofertas para diferentes áreas e soluções customizadas

As exigências das organizações envolvidas no processo comprovam esse aspecto mais social do processo.
A grande transformação do 5G, diz Tude, será a possibilidade de ofertar serviços que atendam às demandas do mercado B2B. O 5G trará relevância às telecomunicações, com a possibilidade de lançamentos de experiências de interação distintas, planos, mais velocidade e a oferta de serviços em diferentes áreas e com soluções customizadas para as necessidades de cada setor ou público-alvo, aponta o diretor de marketing da Claro, Márcio Carvalho. “A topologia da rede também muda, com adoção maior de nuvem, software e APIs de integração para as diferentes aplicações e descentralização do processamento para garantir a baixa latência. Inovação aberta e colaborativa será o motor dessa transformação”, afirma. Claro, Vivo e TIM têm investido em pilotos de redes experimentais de 5G para testar tipos de uso dessa rede com parceiros.

Carvalho, da Claro, diz que a operadora quer refinar soluções ao lado de empresas que possam auxiliar na expansão das fronteiras do serviço móvel pessoal. A TIM está engajada com a academia, empreendedores, indústria e desenvolvedores de soluções. “Recentemente, apresentamos casos de uso em segurança pública e no agronegócio, já utilizando a rede 5G stand alone, que será o padrão adotado no Brasil após o leilão”, adianta o CTIO da TIM, Leonardo Capdeville. A Vivo anunciou parceria com a empresa agroindustrial São Martinho e a Ericsson, com foco na conectividade e desenvolvimento de aplicações para a agroindústria, conectou agência bancária do Itaú à rede de quinta geração, criou um centro de soluções 5G, em parceria com a FEI, para pesquisa e desenvolvimento de soluções e aplicações, e mantém projetos com empresas, como Vale e Petrobrás, cujas infraestruturas estão preparadas para receber a rede.

Para os demais setores da sociedade, o 5G possibilitará maior cobertura geográfica — o que contribui com a inclusão digital —, menor latência de velocidade na comunicação e de downloads, maior capacidade de transmissões, maior confiabilidade e disponibilidade, qualidade e velocidade na reprodução de vídeos e demais conteúdos, capacidade para conectar massivamente um número significativo de aparelhos e outros benefícios. “Para o consumidor comum, no dia a dia, o 5G poderá ser percebido especialmente pela baixa latência, com o tempo de download de um filme ou o tempo de resposta em um jogo”, exemplifica Capdeville. Porém, com mais capacidade de transmissão, Carvalho, da Claro, acredita que haverá evolução nas aplicações atuais, centradas em vídeo, para uso massivo de realidade virtual e aumentada, holografia e outras inovações que ainda serão criadas em função desse novo patamar de tecnologia.

Porém, a grande revolução e aposta dos players está no segmento B2B ou B2B2C, mais especificamente nos mercados automotivos, de saúde, energia, logística, agricultura, manufatura, segurança, tecnologia, informação, comunicação, varejo e mineração. A menor latência deve revolucionar o monitoramento e controle de processos de automação em tempo real, indica o executivo da Claro. Para a TIM, a chegada do 5G permitirá o acesso sem fio para oferecer banda larga fixa a partir da rede móvel, otimizando a infraestrutura já existente no 4G. É a inauguração da era da indústria 4.0, com a massiva utilização da IoT. “Com a rede 5G, o segmento de IoT poderá avançar de forma muito mais intensa e veloz. Quando você tem a possibilidade de conectar mais coisas e pessoas, o volume de novas possibilidades se multiplica exponencialmente, com impacto positivo na economia do País”, diz o vice-presidente de marketing e vendas da Vivo, Márcio Fabbris.

“De forma geral, espera-se que o 5G traga benefícios em três campos principais: internet móvel de alta qualidade, que possibilita experiências mais imersivas incentivando toda uma nova geração de aplicações e soluções cada vez mais envolventes — unindo o mundo virtual e o real, com soluções de realidade aumentada (RA), realidade virtual (VR) e inteligência artificial (IA); comunicações de missão crítica: que demandam uma conexão ultra estável, ultra confiável e de baixa latência como, por exemplo, o controle remoto de infraestruturas em fábricas, carros autônomos e robôs industriais; e a IoT, que possibilita a conexão massiva de sensores, com novas aplicações digitais para um grande número de indústrias”, diz. No contexto industrial, as redes 5G terão papel preponderante devido à sua grande capacidade e confiabilidade para suportar e se adaptar a um universo de aplicações e requerimentos necessários à sua execução. “Essas redes suportarão aplicações de missão crítica em ambientes extremamente agressivos onde a qualidade dos serviços, bem como sua disponibilidade, são essenciais para operações em linhas de montagem, chão de fábrica ou no campo, nas quais a produção não pode parar”, pontua.

Aceleração de inovações

O 5G impulsionará, ainda, a aceleração de inovações que já estão em curso, como a conexão via aparelhos inteligentes, contribuindo também nesse campo para a IoT, e explorações no campo da IA. De acordo com Tude, da Teleco, as redes de telecomunicações são campo fértil para a utilização de IA devido à disponibilidade de dados à medida que as redes passam a ser predominantemente de software. As redes, afirma, já fazem uso dessa inovação em smartphones, boots para atendimento de clientes, projeto, configuração e automação de redes. “A inteligência artificial já está presente em vários serviços e deverá crescer muito rapidamente, apoiando as empresas nas suas atividades com enorme capacidade de processar e aprender rapidamente com precisão com grande quantidade de dados. Entendemos que o acesso de forma rápida às informações e dados, e a grande capacidade computacional, aliada ao 5G e ao cloud, trarão à IA resultados exponenciais vitais para os negócios”, acredita Reis, da VIA\W.

Big data, analytics, machine learning e IA já são parte central da estratégia da Vivo. O objetivo, no longo prazo, é construir uma cultura baseada em dados. A operadora trabalha com a IA na assistente virtual Aura, no machine learning e no Vivo Money, serviço de crédito pessoal para clientes pós-pago e controle, para antecipar as necessidades dos clientes. “Ao longo dessa jornada, aprendemos muito e desenvolvemos diferentes casos de uso dessas tecnologias. Um deles, por exemplo, está relacionado ao planejamento e expansão da rede móvel. A análise de informações como índice de satisfação, horário de pico e volume de dados, entre outros, nos permite entender a real experiência que os clientes têm ao usar a rede, em cada estação rádio base e, como resultado, conseguimos oferecer experiência melhor para o cliente e otimizar os investimentos feitos pela companhia para levar a melhor tecnologia de conexão móvel aos assinantes”, afirma Fabbris. “O próximo passo com o uso dessas tecnologias é promover experiência omnichannel aos clientes, de modo que cada um se sinta com atendimento totalmente individualizado”, explica.

Para a publicidade, o CTIO da TIM acredita que o 5G pode contribuir com maior quantidade de dispositivos conectados e novos canais de interação com os consumidores, a partir do maior uso de soluções de IoT, ou seja, resultará em novos canais para comunicar as mensagens publicitárias e mais audiência. “O 5G não irá apenas ajudar na forma criativa, mas também na ampliação do alcance de audiência. Outro impacto será o crescimento da quantidade de dados trocados digitalmente, que podem permitir que os anunciantes conheçam melhor o seu público, respeitando, obviamente, todos os limites de segurança e privacidade”, prevê. Na TIM, a aplicação dessas inovações ocorre, principalmente, na Tais, assistente virtual da operadora desenvolvida em parceria com a IBM, e que se baseia no IBM Watson Assistant.

Para a TIM, o 5G contribuirá com maior quantidade de dispositivos conectados e novos canais de interação com consumidores

Fabbris, da Vivo, diz que o principal indicador de sucesso da campanha é o aumento da saúde de marca no ambiente digital. Com a velocidade, a comunicação pode ganhar fluidez. No ano passado, após estudo interno para identificar dores e oportunidades para melhorar a comunicação, a operadora criou o Vivo On, um hub de produção de conteúdo composto por algumas das agências que trabalha e profissionais multidisciplinares. A partir desse hub, as empresas aplicam um trabalho de social listening, pelo qual mapeiam as principais pautas e tendências no ambiente digital e identificam as oportunidades e sinergias para a marca. “Entendendo que, em um ambiente mais favorável, a comunicação se faz mais fluida, encontramos mais oportunidades de ofertas de produtos e serviços. A prioridade é a aderência do conteúdo, mesmo que entre os não-clientes, porque a intenção é construir relações de longo prazo e criar mensagens pertinentes para o espírito do tempo”, afirma.

O impacto do 5G na publicidade também foi tema do MWC deste ano. O CEO da Verizon Media Guru Gowrappan, afirmou, durante o evento, que a personalização da publicidade ajuda a trazer resultados mais assertivos aos anunciantes. “Dessa forma, experiências imersivas são capazes de criar experiências incríveis”, disse Guru. De acordo com o executivo, o 5G é capaz de levar a customização de publicidade para um próximo nível, mais atrativa e escalável: “Marcas, publishers e toda a indústria envolvida na criação de comunicação precisam estar preparados para esse estrondoso avanço tecnológico. O que os anunciantes precisam fazer, agora, é pensar como criar interações relevantes e mais valiosas. Trabalhar com o tempo real é o que a personalização demanda”.

“Essas tecnologias vieram para ficar e as empresas que não as acompanharem, entenderem e utilizarem, correm o risco de não existirem em curto espaço de tempo. No entanto, não precisam, necessariamente, se tornarem especialistas, pois estão surgindo empresas capacitadas para entender o seu segmento, as tecnologias e proporem, de forma isenta (sem viés comercial), as melhores soluções, operadoras e custos”, conclui Reis, da VIA\W.

Modelo de negócios em transformação

Desde que a telefonia fixa e móvel e a internet se tornaram bens comuns a grande parte da população, as teles têm lançado serviços que agregam valor ao cliente e, em retorno, para a própria empresa. Essa dinâmica vem desde a privatização do sistema, na década de 1990, e passa, principalmente, pela completa migração do sistema telefônico analógico para o digital. Inclusive a internet, originariamente baseada em redes de cobre (o antigo acesso discado) migrou para conexões fixas e móveis de alta velocidade. E que, com o 5G, atingirão novo patamar. Com tudo isso, as novas frentes de negócios, nem sempre ligadas ao universo da telefonia, internet ou televisão, têm transformado as teles. As próprias empresas se autodeclaram hubs digitais. O fato é que a conectividade (fixa, móvel ou de banda larga) se tornou commodity e a receita das operadoras não tem crescido. Por isso, “precisam oferecer serviços além da conectividade para que isto aconteça”, diz o presidente da consultoria Teleco, Eduardo Tude.

A TIM, no segundo trimestre deste ano, obteve aumento de 44% na receita ante o trimestre anterior, com R$ 9 milhões. Parte desse resultado é atribuído a uma série de iniciativas que a empresa lançou nesse período: o TIM Fun, plataforma que conta com ofertas de jogos e aplicativos para clientes; o TIM News, que amplia a jornada do consumidor e fornece notícias sem desconto do pacote de dados; e parcerias com o Engage Hub, para soluções com segmentação geográfica, e com a Accenture, para construção de plataforma de segmentação de mídia com base em dados do perfil dos clientes. Tais ações, dentre outras, geraram audiência de 19 milhões de usuários em anúncios de parceiros no TIM Ads, segundo informações da operadora. “A TIM tem atuado em diversas frentes, priorizando a experiência do cliente e a evolução do negócio, com a busca de novas fontes de receita. Nesse sentido, a empresa trabalha para ampliar a quantidade de serviços oferecidos por meio de parcerias e, em paralelo, utilizar a base de usuários como ativo para novos negócios”, informa a empresa. Além dos projetos citados, a TIM mapeou quatro setores como prioritários para estabelecer participação: entretenimento, serviços financeiros, educação e saúde. Em cada um, a TIM quer estabelecer parcerias estratégias para desenvolver ofertas únicas e exclusivas. A TIM já é parceira da Netflix, HBO e YouTube (entretenimento), C6 (serviços financeiros), Kroton (educação) e deve anunciar novidades na área de saúde.

O serviço Vivo Money oferece crédito pessoal ao cliente da Vivo e faz parte do conjunto de ofertas que diversificam o portfólio da operadora

Da mesma forma, a Claro tem sua estratégia direcionada para os segmentos de entretenimento, saúde com aplicações em telemedicina, educação, advertising e analytics e serviços financeiros. “Ao oferecer diversificação de serviços no portfólio, a intenção é proporcionar experiência mais completa e integrada para os clientes. Atualmente, a Claro é muito mais do que uma provedora de telefonia ou internet. A proposta de valor está em oferecer um grande hub de serviços digitais, agregando diversos serviços para o cliente, que se somam às soluções de conectividade, em casa ou fora de casa”, detalha o diretor de marketing da Claro, Márcio Carvalho. Como ativos para parceiros, a empresa oferece a escala da base de clientes, os canais de comunicação, de venda e inteligência no uso de dados e informações para identificar oportunidades e segmentos mais propensos a cada novo serviço, além de utilizar suas soluções de target advertising, analytics e formas de ativar os consumidores em múltiplos devices. Entre os serviços prestados, a Claro conta com o Claro Pay, aplicativo de serviços financeiros que dá acesso a uma conta digital e permite pagamentos pelo celular; parceria com o hospital Albert Einstein e a Avus para o serviço de telemedicina Einstein Conecta, que oferece orientação médica onde e quando o cliente precisar; acesso ao Descomplica e Claro Cursos, apps de educação sem custo e sem descontos na franquia de internet; e Claro Box, solução de TV por assinatura com acesso pela internet que integra os serviços da operadora e aplicativos como Netflix, Amazon Prime Video, Globoplay, Facebook Watch, HBO, Telecine, Starzplay, Paramount Plus, Now, Claro Video, Claro Música e outros, além de conteúdos sob demanda e canais ao vivo. Outro projeto em desenvolvimento pela operadora é o Top Streaming, que inclui 100 canais de TV ao vivo transmitidos pela internet e por aplicativo. A empresa anunciou, ainda, que lançará projetos na área de saúde e bem-estar.

A Vivo tem trabalhado há anos no seu posicionamento como hub digital, que oferece conectividade e facilita o acesso dos clientes a serviços em outras áreas por meio de parcerias com marcas que são referência em suas áreas de atuação ou por meio do desenvolvimento próprio de serviços, destaca o vice-presidente de marketing e vendas, Márcio Fabbris. São exemplos dessa abordagem multifacetada o Vivo Pay, conta digital da operadora; o Vivo Money, serviço que oferece crédito pessoal para clientes; o cartão de crédito Vivo Itaucard, que oferece cashback de até 10% para compras feitas na Vivo e de 0,5% para compras em outros estabelecimentos.; o Vivo Meditação, app com meditações guiadas para aliviar o estresse e ansiedade; o marketplace Loja Vivo, que comercializa produtos ligados à tecnologia e conectividade, como itens para casa inteligente, jogos, eletrônicos, aparelhos de informática e outros; e a plataforma Vivo Shopping, que abraça a modalidade de e-commerce na TV e é integrada ao Vivo Play, seu over the top (OTT) de conteúdo. Além disso, a empresa tem parceria com empresas de conteúdo como NFL, NBA, Disney+, Netflix, Spotify, Amazon, McAfee, entre outras, e se prepara para lançar o Vida V, marketplace de saúde e bem-estar que ficará disponível para usuários que não são clientes da operadora. “O sucesso dessa estratégia está muito relacionado à capacidade da Vivo de inovar oferecendo serviços em áreas que, à primeira vista, não estariam relacionadas a uma operadora de telecomunicações, mas também ao buscar formas diferentes para levar esses serviços aos clientes. E um ponto fundamental dessa estratégia é a experiência no uso intensivo de dados com o objetivo de levar a melhor experiência para o cliente, bem como integrar as jornadas digitais, tendo o app da Vivo como centro dessa plataforma. Com isso, somos capazes de construir um relacionamento contextualizado com os clientes”, diz o executivo.

Crédito ilustração: SHUTTERSTOCK

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